Janeiro, para mim, virou o monte Everest

um sol quente, que pela manhã

tenta aplacar quilômetros de gelo e solidão

tudo vazio aqui, tudo queimando

temperaturas abaixo de zero

lágrimas em cubos

– pequenas distâncias são brutais

quando nos falta o oxigênio –

minha alma longe

tudo o que entreguei

enterrado sob a neve

tudo muito igual ali

língua, coração, palma da mão

e até os pequenos lóbulos das orelhas

tudo uma coisa só sem importância

aqui o ar é rarefeito

dói um bocado respirar

é a vida não cabendo dentro mim.

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